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Inflamação


A inflamação é uma reação complexa a vários agentes nocivos, que consiste de respostas vasculares, migração e ativação de leucócitos e reações sistêmicas. Sua principal característica é a reação dos vasos sanguíneos que leva ao acúmulo de fluido e leucócitos nos tecidos extravasculares. Todo o processo é extremamente orquestrado para eliminar o agente nocivo, destruindo, diluindo ou isolando-o para posteriormente reconstituir o tecido danificado.

Trata-se de um mecanismo de defesa altamente complexo e eficaz, sem a inflamação, as infecções se desenvolvem descontroladamente, as feridas nunca cicatrizariam e o processo destrutivo nos órgãos atacados seria permanente. Entretanto, a inflamação e o reparo podem ser potencialmente prejudiciais causando reações indesejadas como em casos de hipersensibilidade.

A inflamação pode ser aguda ou crônica. A inflamação aguda se inicia rapidamente e tem uma duração relativamente curta, de alguns minutos a várias horas ou alguns dias; suas principais características são a exsudação de fluido e proteínas plasmáticas (edema) e a migração de leucócitos, predominantemente de neutrófilos. A inflamação crônica tem uma duração maior e está histologicamente associada à presença de linfócitos e macrófagos, à proliferação de vasos sanguíneos, fibrose e necrose tissular.

A inflamação termina quando o agente agressor é eliminado e os mediadores secretados são destruídos ou dispersos. Além disso, existem mecanismos anti-inflamatórios que controlam a resposta e evitam que ela cause dano excessivo ao hospedeiro.

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Apendicite

APENDICITE
Apendicite é uma inflamação do apêndice intestinal, uma bolsa em forma de verme do intestino grosso. A apendicite mais comum é a apendicite aguda, que, apesar de poder ocorrer em qualquer idade, é muito mais comum na adolescência. É extremamente comum e afeta mais de 7% da população em qualquer altura das suas vidas. A apendicite crônica é, na verdade, composta por apendicites subagudas repetidas, que levam à inflamação contínua.

PATOGÊNESE:
A maioria dos casos é o resultado da obstrução do apêndice devido a: fecalito; cálculo biliar; tumor ou por infestação de helminto (Enterobius vermicularis). Alguns casos são de origem idiopática. A obstrução do apêndice causa colapso hemodinâmico, provocando isquemia, edema e acúmulo de exsudato inflamatório.

ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS:
O achado neutrofílico nas camadas de mucosa e muscular é o indício comprobatório de apendicite aguda. O processo inflamatório torna a serosa em uma membrana com aspecto vermelho e opaco que com a sua evolução há o aparecimento de abscessos, ulcerações e áreas de necrose. Surge, também, uma reação fibrinolítica importante.

FISIOPATOLOGIA:
Observa-se quadros de dor localizada na porção do apêndice, náuseas, vômitos febre baixa e leucocitose. Devido a resultados falso-positivos, 75% dos casos são de apendicite, enquanto que o restante dos relatos são removidos apêndices sadios. Devido ao risco de uma laparotomia exploratória e a relação de danos que esta pode provocar ao indivíduo, acaba por ser um procedimento arriscado por propiciar efeitos adversos severos, como perfuração do apêndice, abscesso hepático e bacteremia. Alguns sintomas da apendicite podem ser confundidos com os sintomas de outros distúrbios, como: gravidez ectópica, fibrose cística e outros.

DIAGNÓSTICO:
O diagnóstico da apendicite é feito ao observar a característica da dor do indivíduo e através da análise de exames de diagnóstico como ressonância magnética, raio-x de abdômen, exame simples de urina, sangue e de fezes. Estes exames servem para excluir as hipóteses de outras doenças e servem para confirmar a inflamação do apêndice. Se mesmo assim o médico ficar em dúvida, a laparoscopia será capaz de confirmar o diagnóstico de apendicite.

TRATAMENTO:
Tratamento para apendicite Aguda: O tratamento para a apendicite é feito com a remoção cirúrgica do apêndice, o que evita uma nova inflamação e a provável ruptura do órgão. Atualmente a cirurgia mais utilizada é a laparoscopia, realizada através de 3 pequenos furos que permite uma recuperação mais rápida e menos dolorosa. Contudo, pode-se recorrer à cirurgia tradicional fazendo um corte na região esquerda do abdômen, para a retirada do apêndice, se for preciso. A apendicite aguda pode levar ao rompimento do apêndice em menos de 24 horas e após o aparecimento dos primeiros sintomas as fezes podem espalhar-se por todo o abdômen e pela corrente sanguínea causando septicemia, uma complicação que pode ser fatal. Para evitar estes riscos, assim que a apendicite aguda é diagnosticada, recorre-se à cirurgia.
Tratamento para apendicite crônica: Para o tratamento da apendicite crônica, pode-se indicar o uso de analgésicos, antitérmicos, antibióticos e anti-inflamatórios, mas é possível que não seja suficiente e possa haver um caso de apendicite aguda no futuro, necessitando de cirurgia. Devido a este fator, vários médicos recorrem à retirada do apêndice mesmo quando a apendicite é considerada crônica.


REFERÊNCIAS
http://www.tuasaude.com/apendicite/
http://patologiadeorgaosesistemas.blogspot.com.br/2010/09/apendicite-aguda.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Apendicite



Febre Reumática

O que é?

A febre reumática (FR) é uma doença conhecida a mais de um século, mas ainda continua sendo uma das mais de difícil diagnostica pela pediatria, pois não possui um sinal clinico patognomônico ou teste laboratorial especifico que confirme seu diagnostico causada por um processo inflamatório não superado que de forma tardia se manifesta após uma infecção na faringoamigdalite pelo estreptococo beta- hemolítico do grupo A Lance Field, que é uma bactéria Pode afetar o coração, o cérebro, as articulações e o tecido subcutâneo. FR pode ocorre em qualquer idade sendo, mas comum em crianças acimas dos cinco anos de idade e adolescentes. No Brasil é a principal causa de cardiopatia em indivíduos com menos de 20 anos, o que leva a morte ou a uma morbidade.

Sintomas

Causa processo inflamatório nas articulações como (joelhos, cotovelos, tornozelos, punhos), coração, mas especificamente em suas valvas, SNC, e pele. Podendo ter sintomas associados como febre, indisposição e palidez. As manifestações decorrentes desses sintomas causados são artrite, cardite, Coréia, nódulos subcutâneos e eritema marginado.
Artrite se caracteriza por uma dor migratória principalmente localizada nas articulações inferiores, está presente em 60 a 80°/° dos casos.
Cardite é uma inflamação no miocárdio, endocárdio pericárdio, uma manifestação da FR que pode deixar graves sequelas, podendo apresentar taquicardia, insuficiência cárdica, arritmias, atrito pericárdico o que algumas vezes pode ser assintomático, as valvas prejudicadas são a mitral, aórtica, tricúspide, pulmonar, normalmente ocorre nesta ordem. Estes tipos de comprometimentos ocorrem em 5°/° dos casos.

Coréia de Sydenham compromete os movimentos por causa de uma inflamação no sistema nervoso central, atinge em maior parte em meninas, também ocorrem transtornos obsessivo-compulsivos, aumento da labilidade emocional e comportamento incompatível com a idade, baixo rendimento escolar.

Manchas



Descamações





Inflamações na faringoamigdalite









Dores nas articulações











Tratamento

A erradicação dos estreptococos com o uso de antibióticos em principal a penicilina G benzatina em dose única, as manifestações articulares são tratadas com aspirina ou antiflamatórios não hormonais (ibuprofeno, naproxeno). As cardíacas requerem uso de corticoide via oral (prednisona) ou endovenoso na forma de pulso terapia (metilprednisolona), Coréia podem ser utilizados o haloperidol ou o ácido valpróico. Para evitar que ocorram novos surtos após o controle da fase aguda, é necessário que seja feita a profilaxia que deve ser iniciada na fase aguda, após 10 dias da erradicação do estreptococo. A droga de primeira escolha é a penicilina G benzatina na dose de 1.200.000 UI a cada 3 semanas. O tempo da profilaxia irá depender das sequelas causadas pela FR, se não ocorreu cardite com  problemas cardíacos deve ser durante 5 anos, se houve cardite mas sem problemas cardíacos o período é de 10 anos após o surto, se houve cardite com sequelas o período da profilaxia deverá ser por toda a vida.     

Prevenção

A febre reumática é um problema socioeconômico, pois a maioria das pessoas que manifesta essa doença é de classe econômica baixa, então uma maneira de se prevenir tal doença seria melhores condições de habitação, a atendimento medico para que essas famílias possam ter informações necessárias para cuidar de suas crianças e adolescentes. 



Lupus Eritematoso Sistêmico

O que é o Lupus Eritematoso Sistêmico?

Lupus é uma doença inflamatória crônica, de origem autoimune, onde o próprio corpo é atacado por auto-anticorpos, provocando desequilíbrio em diversos órgãos e tecidos. 

O que causa?
Não se sabe a causa exata do Lupus, mas sabe-se que pode estar associado à condições hereditárias, fatores ambientais, hormonais e infecciosos. Assim, pessoas que nascem com suscetibilidade genética, se forem expostas em algum momento da sua vida a fatores ambientais, poderá apresentar a doença. Sabe-se também que acomete principalmente mulheres em idade reprodutiva.

Quais os sintomas?
Os sintomas diferem muito de pessoa a pessoa e por ser uma doença do sistema imunológico, que é responsável pela produção de anticorpos e pelo processo da inflamação, a doença pode afetar diversas partes do corpo. 
Manifestações cutâneas: manchas avermelhadas pelo corpo, principalmente nas regiões expostas ao sol, rosto e dorso do nariz.
Articulares: dor com ou sem edema nas articulações, principalmente nas mãos, punho, joelhos e pés; artrite e até mesmo tendinite.
Inflamação das membranas: inflamação da pleura irá causar dor ao respirar e até mesmo falta de ar, já a inflamação do pericárdio poderá causar dor no peito.
Inflamação dos rins (nefrite): é uma complicação bastante séria pois poderá causar a falha renal, o que submeterá o paciente à hemodiálise ou transplante renal, além de causar hipertensão, edema nas pernas, urina espumosa e oligúria.
Alterações neuropsiquiátricas: são menos frequentes, mas podem causar convulsão, psicoses como alterações de humor e comportamento e depressão.
Alterações sanguíneas: ocorrem devido aos anticorpos contra as células sanguíneas, causando anemia, leucopenia e plaquetopenia

Como é feito o diagnóstico?
Através do reconhecimento dos sintomas pelo médico, exames comuns de sangue e urina e o Fator ou anticorpo antinuclear - FAN

Como se trata?
Não há tratamento específico, apenas o controle dos sintomas e a prevenção de complicações de alguns órgãos. Devido a doença provocar diferentes sintomas, o médico deverá fazer um tratamento individualizado, dependendo também de qual fase a doença se encontra.
Poderá ser utilizados medicamentos para regular as alterações imunológicas e as consequências da inflamação, corticoides, antimaláricos, imunossupressores, fotoprotetores e em casos menos graves apenas analgésicos, antitérmicos e corticoides em baixas doses.

Quais os cuidados que a pessoa com Lupus deve ter?
Evitar se expor ao sol
Utilizar os medicamentos da forma correta
Evitar o uso de anticoncepcionais e cigarro
Ter uma alimentação equilibrada
Praticar atividades físicas
Evitar o estresse


REFERÊNCIAS
Cartilha Sociedade Brasileira de Reumatologia sobre Lupus Eritematoso Sistêmico
Cartiha Sociedade Brasileira de Reumatologia sobre Lupus Eritematoso Sistêmico

Asma

O que é Asma?

O que é?
Asma é o estreitamento dos bronquíolos (pequenos canais de ar dos pulmões) que dificulta a passagem do ar provocando contrações ou broncoespasmos. As crises comprometem a respiração, tornando-a difícil.
A asma acomete pessoas de qualquer idade. A maioria dos casos, todavia, é diagnosticada na infância e é comum manifestar-se em pessoas de uma mesma família.
Sintomas
Os sintomas mais frequentes são falta de ar, tosse seca, chiado e opressão no peito. Gripes e resfriados costumam agravá-los.

Recomendações
* Não fume. Numa família de asmáticos ninguém deve fumar. Evite o contato com fumaça e com fumante.
* Identifique os sintomas iniciais das crises e tome as medidas necessárias para que não se tornem graves
* Fumaças, gases, cheiros de tinta, de produtos de limpeza ou de higiene pessoal e perfumes podem ser prejudiciais aos asmáticos. Evite-os

* Evite mudanças abruptas de temperatura;
* Exercite-se moderadamente todos os dias. Não cometa excessos.

* Tome muito líquido. Recomenda-se ingerir de cinco a oito copos por dia. Isso ajuda a diluir a secreção brônquica e facilita a expectoração;
* Pratique exercícios respiratórios. Ioga pode ser uma boa sugestão;
* Use broncodiltadores ou outros medicamentos prescritos por seu médico. Evite a chamada medicação caseira. Inaladores orais podem ser muito eficientes;


• *O teste de alergia pode ser útil para identificar alérgenos em pessoas com asma persistente. Alérgenos comuns incluem: Alérgenos de barata
• Ácaros
• Mofos
• Pelo de animais domésticos
• Polens

Caso clinico;
R.D.S., 18 anos, masculino, branco, solteiro, estudante, residente em São Paulo.

            O paciente foi atendido na sala de emergência, queixando-se de intensa dispnéia. Informou ter asma brônquica desde os seis anos de idade. Os episódios eram mais freqüentes no inverno e cediam com o uso de aerossol de simpaticomimético. A presente crise se iniciara 12 horas antes, com dispnéia constante, que não aliviou com o uso repetido do aerossol e de injeção de teofilina. Referiu estar gripado, com tosse produtiva e febre há quatro dias.
Exame Físico
"         PA: 130/80 mmHg; FC: 108 bpm; FR: 38 mpm; Tax: 37,8ºC.
"         Taquipnéia, cianose de lábios, estertores sibilantes disseminados e roncantes esparsos em ambos os pulmões.
"         O atendimento de emergência compreendeu:
- Oxigênio por catéter nasal, 3L/min
- Salbutamol, 1 mg, por via subcutânea
- Aminofilina, 240 mg por via intravenosa, lentamente
- Hidrocortisona 200 mg, por via intravenosa


O paciente não respondeu satisfatoriamente ao tratamento, decidindo-se pela internação hospitalar. Nessa, manteve-se corticóide por via oral (prednisona, 20 mg, a cada 12 horas), teofilina intravenosa (150 mg a cada seis horas) e nebulização intermitente com albuterol, além do oxigênio. A melhora nas primeiras 24 horas foi parcial, decidindo-se dosar a teofilina sérica. O resultado em uma amostra coletada logo antes da administração foi de 5 mg/ml, o que determinou a correção da dose. No terceiro dia, o paciente estava praticamente assintomático, decidindo-se pela suspensão do corticóide oral e pela alta hospitalar.